segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A arte na educação escolar

  A arte pode ser ensinada e aprendida também na escola. Portanto, tanto educadores como futuros educadores, temos que trabalhar de forma a buscar atividades e vivências mais significativas para os educandos, observando uma estruturação nas propostas.
  É claro que a escola não é o único lugar em que se aprende arte; outras instituições sociais e culturais (família, centros culturais, teatros, museus, etc) também participam de alguma forma. Mas na escola, as crianças e jovens vivenciam e entendem o processo artístico e sua história em cursos apropriados para esses fins.
  É na escola que deveria ser dada a oportunidade para crianças, jovens e adultos experimentarem o fazer, o conhecer e o criticar a arte.
  Apesar do ensino de arte nas escolas ser limitado (por a tratarem como matéria secundária, por não ter o mesmo número de aulas que as outras matérias e avaliação não rigorosa), há possibilidades desse ensino ter uma melhor qualidade. É aí que entra o papel do arte educador. Este deve se aperfeiçoar tanto em saberes artísticos e sua história, quanto no desenvolvimento do trabalho de educação escolar em arte.
  Para que os cursos de arte nas escolas sejam qualitativos, é necessário que os interesses do professor estejam de acordo com os objetivos dos alunos, vivenciando o fazer artístico e apreciações estéticas e culturais conjuntamente.
  É necessário dar ênfase no fazer e apreciar arte, associando os interesses culturais e artísticos de seus alunos, dentro do mundo contemporâneo, aplicando atividades pedagógicas que auxiliem o aluno a aprender a ver, olhar, ouvir, pegar e sentir os elementos da natureza e as diferentes obras artísticas e estéticas no mundo cultural.
  A arte não é só importante para o homem pelo fato de ser instrumento para desenvolver sua criatividade, sua percepção, etc, mas é também por ser um objeto de estudo e por ser um dos fatores essenciais de humanização.
  Através da arte educação podemos compreender as nossas maneiras de admirar, de gostar, de julgar, de aprender e de fazer diversas manifestações culturais e as obras de arte. Conscientemente, estamos nos educando artisticamente, em um diálogo constante de conteúdo consciente e inconsciente, na vivência com as pessoas e as coisas.
   A arte influencia nossas práticas culturais, apresentando esteticamente as diversas visualidades, falas, movimentos, sonoridades, cenas, desde nossa infância.
   Dentro do processo de arte educação, temos a oportunidade de analisar quais práticas artísticas e estéticas existentes na nossa vida contemporânea queremos conservar ou mudar e o porque; sendo assim, é necessário continuar praticando arte, convivendo com o objetivo de aplicar o nosso potencial perceptivo, afetivo e cognitivo.

Maria Isabel Braggion Archangelo

Baixo Esmalte







Mimos e Trakinagens
































 








segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Imaginação

  O conceito de imaginação, em se tratando de uma experiência equívoca, nem sempre baseada na lógica, é de difícil consideração racional.
  Na esfera da psicologia, Pieron nos mostra que a imaginação é um processo de:

            "(...) pensamento que consisite numa evocação de imagens mnemônicas (imaginação reprodutora), ou numa construção de imagens (imaginação criadora). Nesta última acepção, o termo é usado com frequência, para designar a capacidade criadora, muitas vezes generalizada a toda e qualquer atividade inventiva". Apud STORT (1993,p.44).

  Assim, a imaginação pode ser meramente reprodutiva (evocação de imagens) ou criadora (construções de imagens).
  A evocação está intimamente ligada às experiências passadas, vivenciadas pelo sujeito, dando ensejo, eventualmente, a uma novidade.
  Tal lembrança refere-se sempre a objetos pré existentes no mundo físico ou tangível, ou seja, perceptíveis pelos sentidos humanos, sendo que há predominância das imagens visuais sobre outros sentidos.
  Já a fantasia, Stort, (1993) cita o ponto de vista freudiano que propicia a realização de desejos insatisfeitos na realidade objetiva, ou seja, o nosso inconsciente cria uma satisfação-substituta, virtual no lugar da realidade.
  Observa-se que tal mecanismo só age sobre as realidades angustiantes. Isto porque, se a realidade fosse perfeita, do ponto de vista subjetivo-individual, não haveria necessidade da fantasia; esta se moldaria perfeitamente à realidade.
  Assim, quando a realidade é angustiante, a fantasia propicia a sua eliminação, permitindo ao indivíduo reagir e enfrentar a tal realidade, observando-se um determinado limite.
  Esse limite refere-se ao que chamamos de "lunático", ou seja, aquele que vive em um mundo irreal.
  Para alguns autores, a fantasia seria a manifestação desordenada, desregrada e ilimitada de produção de idéias e imagens, quando a imaginação seria um processo de elaboração voluntária e organizada de imagens mentais.
  Para outros, a imaginação seria a reprodução de imagens empíricas, sendo a fantasia relacionada à imaginação criadora, ou seja, um processo de relacionamento de imagens experimentadas que resultam numa conclusão inédita.
  No entento, a fantasia é entendida como criações mentais subjetivas surgidas em face de situações frustradoras.
  Retomando o conceito de imaginação, temos que é uma experiência humana, relacionada a uma sensação tangível ou perceptual.
  Sem uma determinada visão o mundo físico é um conceito tautológico; o mundo físico é o mundo físico, é simplesmente.
  É pela imaginação humana que, reconhecida a distância entre o dado e o sonhado, entre o dado e o construído, gera a transformação do mundo físico (natureza).
  Assim, considerando-se as insuficiências e deficiências do mundo físico, aliada a esta, a imaginação se concretiza.
  Por outro lado, como decorre da experiência empírica, os produtos da imaginação variam de épocas a épocas; isto porque os problemas de cada época divergem totalmente das outras.
  Já os anseios humanos não se baseiam apenas na experiência vivenciada; portanto, não podem ser representados pela linguagem normal, expressam-se por símbolos relacionados à experiência da qual se manifestam.
  Assim, a imaginação simbólica materializa o abstrato, o irreal, ou seja, um mundo de desejos totalmente subjetivo, caracterizado por obras, pensamentos, criações, leis particulares e idiossincrasias. É a visão afetiva do mundo.
  Portanto, a imaginação é decorrência dos conhecimentos empíricos e dos anseios sociais, sendo portanto eminentemente histórica.

Maria Isabel Braggion Archangelo
 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Faculdade da Terceira Idade - Nossas aulas

  Criado em 1999, a Faculdade Aberta da Terceira Idade (FATI) é um Programa de Extenção Comunitária que promove cursos de curta e longa duração, além de palestras que envolvem cultura, cidadania, lazer, economia, saúde e outros temas abertos à comunidade. O programa proporciona o acesso a novos conhecimentos, estimulando seus participantes através de atividades educativas e recreativas.

  Objetivos do programa:
- Proporcionar às pessoas da terceira idade a possibilidade de acesso a novos conhecimentos.
- Promover situações que favoreçam o envelhecimento saudável.
- Auxiliar no processo de reinserção social dos alunos, facilitando a atuação na sua comunidade, com maior eficiência.
- Conscientizar os alunos de seus direitos e deveres, estimulando-os a exercer plenamente sua cidadania.






Passeios e viagens com alunos da Terceira Idade da Faculdade Anhanguera Educacional - Jundiaí, SP


24 Bienal de Arte de São Paulo